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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Meia Golden Four Brasilia.


Amigos(as)..

Sábado..

Fazia muito tempo que eu não fazia uma viagem em grupo tão agradável e tão fértil quanto esta à Brasilia na companhia de pessoas que se revelaram verdadeiras joias raras..
Pra começar já fui em boa companhia dos irmãos Damasceno (Adriano e Gioliano)..Chegamos em Brasilia no sábado as 10:30 hora local fomos para o hotel e de lá para a entrega dos kits, ai já eramos um grupo de mais de 10 pessoas, o local estava lotado por ser a entrega em apenas um dia, o cheiro de ansiedade e expectativa pairava no ar, de um grupo de 18 participantes 50% eram estreantes na distancia e o impasse era quem eu iria acompanhar..
Deixei esta escolha para o meu bom pressentimento que nunca falha de quem precisaria mais de mim após o tiro de partida.
Após todos retirarem seus kits fomos almoçar em perfeito clima de harmonia e descontração muitos risos e muitos palpites e muita adrenalina, e um certo cheiro de ressaca no ar da galera que chegou na sexta e bebemorou.
A noite eu e uma parte do grupo saímos a cata de uma boa massa pra fazer o carboload, mas como era feriado as opções estavam meio escassas mas encontramos um cantina bem divertida onde em determinado momento os garçons traziam tampas de panela e todos no restaurante começavam a bater ao som de lico lico lico li, lico lico la..por fim chegou a hora do repouso merecido para carregar as baterias para a batalha..

Domingo.

Já faziam bons 20 dias que eu não calçava um par de tênis para dar uma corrida maior que 2kms. Acordamos cedo devido a largada também estar marcada para as 07hs da manhã apesar do horário de verão o que foi providencial pois pegamos ainda uma leve brisa em algumas parte do percurso.
Apesar de termos esquecido o Domingos no hotel o bom humor prevaleceu alias Domingos é um mestre na arte do bom humor e do bom relacionamento algo que neste fim de semana esteve em alta neste grupo, estavam todos em perfeita harmonia e sinergia.

Chegamos ao local da largada na praça do Buriti e o clima era muito festivo, após um breve aquecimento e despedidas fomos todos juntos para a largada e a tensão tomou conta de alguns e um dos nossos lembrou que tinha que ir ao banheiro para o num.2 (rsrsrs). Porém o medo de largar sozinho o fez voltar e tentar esquecer aquela vontade que insiste em lhe perseguir.(kkkkk)..dai ha pouco relógios em modo cronometro e eis que a largada é dada, Avançamos em passos curtos até embaixo do pórtico e acionamos rápido nossos cronômetros e gps, logo 2 grupos se formaram os grupo da morte (adriano, Gioliano e Ivar) eu fiquei mais atrás com Jamil e ao olhar para trás percebo a aproximação de Mauricio e Domingos, rapidamente segurei o ritmo de Jamil que já se mostrava ansioso para despencar ladeira abaixo, Juntamos os 4 e a ordem era segurar o ritmo para a parte mais difícil do eixão.
Após 4 kms o ritmo já estava encaixado e agora era só administrar a serenidade de Domingos, A Ansiedade de Jamil e o receio de Mauricio, em comum entre estes 3 personagens a estreia na distancia, o treino em conjunto nas noites da Lagoa da Jansen e o treinador que lhes escreve..
Sempre ao nos aproximar dos postos de hidratação os 30 longos anos de corrida ainda me proporcionam a vantagem de acelerar escolher a água mais gelada, pegar 4 copos e repassar e ainda mandar um entrão que me roubou um dos copos para aquele lugar bem longe daqui..!!

Passamos os primeiros 10km em 52'min. e todos estavam serenos apenas Jamil estava indócil pra disparar, não o deixei por pura precaução uma vez que o mesmo vinha se recuperando de uma lesão que o tirou de alguns treinos muito importantes,então fiz uma proposta ao mesmo o que foi aceita de imediato; Que o mesmo segurasse a onda e após o km 16 eu o liberaria pra voar..mas isso aconteceu um pouco depois do km 15 tamanha era a ansiedade do mesmo e o percurso era uma descida gradual e longa, Então fiquei controlando e estimulando ao Domingos ( grande surpresa)que ainda se mantinha sereno e seguro e ao Mauricio. Em determinado ponto falei aos mesmos que os levaria até o km 18 ou 19 e retornaria para acompanhar o Delmar (minha grande preocupação) mas ao chegarmos ao 18 a adrenalina estava a mil e neste ponto nenhum corredor nos ultrapassava mais, nós eramos os caçadores, saímos dos 5'15'' dos km anteriores para vorazes 4'50's e as vezes mais rápido que 4'00''p/km..
Neste ponto liberei Domingos porque Mauricio apresentava os primeiros sinais de cansaço, mas parece que a troca de ritmo muito brusca fez Domingos frear o impeto e rapidamente eu e Mauricio lhe alcançamos e lhe trouxemos de volta ao ritmo. E eis que vem o ultimo km com sua sinuosidade e aroma de chegada. Mauricio neste momento tinha uma expressão de dor misturada com medo e cansaço e eu tinha que usar de minha maquiavelice e eis que uma aparição de ultima hora me deu exatamente o que eu precisava; Uma corredora local que havia nos ultrapassado ainda no 2º km estava ali na frente e parecia estar com problemas, mas ainda levava uns bons 200 metros de vantagem, Chamei a atenção de Mauricio ao fato e ele respondeu como um tigre em captura da gazela; ultrapassamos a ela nos 150 metros finais com Domingos fazendo um sprint digno de quem havia sido diplomado um corredor de meia maratona com Mauricio apenas 1 segundo atrás.

Emoção Final.

Cruzei a linha de chegada abracei os guerreiros e voltei ao percurso para incentivar e resgatar meus pupilos, com 200 metros do final vejo Aislan chegando uma surpresa total (boa surpresa) mas que me deu também um sentimento de apreensão; O que houve com o Delmar. Apesar da musculatura já apresentar os primeiros sinais de cansaço acelerei o passo e eis que vejo o bom velhinho caminhando, vou ao seu encontro jogo água em sua cabeça lhe dou um gel e trotamos até o fim, volto para mais um resgate e desta vez é Maria Ione, igualmente cansada e guerreira como era de se esperar, lhe acompanho até quase a linha de chegada e volto pra aquilo que seria a emoção do dia..

Alguns corredores locais que são amigos de fé..também voltaram pra dar uma forcinha e foi determinante a ajuda deles; encontro o pelote formado por Roberto,Annamelia e Candida, (Annamelia outra grata surpresa). Mais atrás estava Julianna com o nosso amigo Antonio Silva lhe dando uma forcinha que foi determinante pra a que a mesma pudesse completar a distancia sem caminhar.
Neste exato momento Roberto e Annamelia forçam um pouco o ritmo e eu fico com Candida um pouco mais atrás, Candida que apesar do olhar sereno e a voz tranquila como a brisa que sentimos nos primeiros kms, mas a verdade é que ela estava lutando com seu interior, a dor do cansaço e do esforço estava ali presente e apesar das minhas palavras de apoio a emoção tomava conta de seu corpo a ponto dela nem perceber as placas indicativas de 500,400,300 e 200 metros foi quando eu lhe disse que era a chegada, a resposta foi uma explosão de felicidade misturada com adrenalina que se fez presente em um dos sprints mais rápidos e bonitos do dia,a tal ponto de chamar a atenção dos que assistiam e apenas viam chegadas de pessoas com seu corpos cansados e inclinados a frente com a mesma expressão de dor e sofrimento.

Mas ali estava Candida, Mãe, Esposa, Amiga, alguém que perdeu o medo da distancia e no processo estimulou as suas colegas de treino a compartilharem esta aventura saudável chamada meia maratona. Candida cruzou a linha de chegada com um grito de dor e felicidade contagiantes e suas lagrimas de alegria misturadas à emoção me acertaram em cheio bem no fundo da alma e não resisti à emoção de compartilhar aquele momento que ainda foi enaltecido com as lagrimas quase infantis de tão puras de Julianna Costa..Naquele momento eu tinha apenas uma certeza que foi corroborada por algumas corredoras de um outro grupo da cidade que me chamaram para me parabenizar pela minha performance de treinador, e esta certeza é a de que valeu a pena..!! Obrigado meu Grupo de Amigos..!!!

Delmir dos Santos.



quinta-feira, 23 de maio de 2013

Cronobiologia para corredores


Quando você pensava que tinha toda sua planilha de treinamento pronta, aparece a cronobiologia. Você provavelmente deve estar perguntado, "Que coisa é essa e por que devo me importar?". Basicamente cronobiologia é a ciência que estuda os padrões dos ritmos biológicos que seu corpo segue. Deixe-me responder sua próxima pergunta antes que você a faça. Sim, isso é importante para você como corredor. Os ritmos cronobiológicos influem tanto nos fatores fisiológicos quanto nas habilidades motoras. Os fatores fisiológicos afetados incluem: força, velocidade, energia e resistência. As habilidades motoras influenciadas incluem coordenação e tempo de reação. Em adição a estes fatores físicos, um ciclo baixo em seu ritmo cronobiológico pode ter o efeito indesejado de transformar seu cérebro em mingau, com baixos níveis de concentração, foco, motivação, força mental e resistência à dor.

Ritmos Circadianos
 - Um dos ritmos cronobiológicos é o circadiano, o qual é definido como ritmo biológico associado ao ciclo de 24 horas da rotação da Terra. Há mais de 100 ritmos circadianos no seu corpo. Esses ritmos influenciam as funções orgânicas como pressão sanguínea, temperatura corporal, níveis de hormônio, freqüência cardíaca e resistência à dor. Esses ritmos seguem um padrão semelhante a ondas com picos e vales. Quando seu ritmo está no pico, seu corpo estará operando em alta eficiência. Quando está baixo em um vale, o sistema corporal afetado estará funcionando relativamente mal.
Tempo de sono - Tempo de sono e de despertar são os ritmos circadianos mais importantes para os corredores e atletas de qualquer esporte. Também são fatores que podem, em alguma extensão, serem controlados. Seu padrão de sono determina o seu cronotipo, o qual é um termo cunhado para descrever o seu tipo de ritmo corporal. Se você gosta de acordar cedinho e ir para cama cedo, você é classificado como um "pássaro da manhã". Uma "coruja noturna" é a pessoa que gosta de dormir e acordar tarde. "Tipos neutros" são aqueles que flutuam entre os dois ou não têm preferência. "Pássaros da manhã" sentem-se melhor na parte da manhã. Eles têm mais energia, maiores níveis de concentração e atenção, e geralmente têm melhor performance durante a manhã. Entretanto, ficam letárgicos e perdem concentração ao entardecer. "Corujas noturnas" têm características opostas. Elas geralmente estão no topo ao entardecer, mas seus níveis de energia são baixos pela manhã. Os de tipo neutro podem oscilar entre os dois, mas ainda assim seguem um padrão. Se estiverem se sentindo bem pela manhã, então terão uma queda de energia na tarde. Se eles sentem-se fatigados pela manhã, provavelmente estarão no pico na parte da tarde.
Determinando o seu Cronotipo - Estudos mostram que a maioria dos atletas tem maior nível de performance no final da tarde. Uma possível razão para este padrão é o fato de que a temperatura corporal tende a ser menor de manhã e aumenta até 2 graus ao final do dia. Isto é devido, em parte, ao aumento da atividade. Os ritmos circadianos também contribuem para o aumento na temperatura. Esta elevação de temperatura é correlata ao aumento de energia. Por outro lado, o nível de cortisol tende a ser maior na parte da manhã. Cortisol é um hormônio que aumenta a produção de energia a partir de gorduras e proteína. Isso tenderia a dar suporte a um nível maior de energia no horário da manhã. Esses dois ritmos tendem a se contradizer. A conclusão é que você deve determinar qual é o seu cronotipo individualizado, e não colocar muita fé em generalizações amplas. O meio mais fácil de determinar o seu cronotipo é pelo seu padrão de sono. Apenas siga as orientações mencionadas anteriormente. Se você costuma acordar cedo, é um "pássaro da manhã" e provavelmente terá uma performance melhor pela manhã. Se você gosta de dormir até mais tarde, é mais provável que seja uma "coruja noturna" e sua performance será melhor ao final do dia. Use a escala Borg de exaustão percebida. Essa é uma escala que classifica o quanto duro o exercício lhe parece. Guarde em sua mente o quanto duro os exercícios similares lhe parecem nas diferentes horas do dia. Se o seu exercício parece ser mais fácil pela manhã, você deve ser um "pássaro da manhã". Se você tende a se arrastar pela manhã, mas brilha na parte da tarde, você é um "coruja noturna".
Ajustando se Cronotipo - Seu cronotipo é determinado em parte pela genética. Você simplesmente nasce com uma predisposição para ser um "pássaro da manhã" ou uma "coruja noturna". Entretanto, há outros fatores que contribuem para o seu cronotipo, como: estilo de vida, atitude e idade. A maioria das corridas de rua é agendada para ser realizada cedo pela manhã a fim de evitar o calor. Eu sou parte da minoria com sorte que tem melhor performance pela manhã. Gosto de levantar cedo e me dou melhor pela manhã. Assim que começa a entardecer, eu fico basicamente imprestável. É claro que eu evito corridas à tarde como se fossem umas pragas. Então o que você deve fazer se for uma "coruja noturna"? E se você tiver viajado uma longa distância para participar de uma corrida importante e estiver sofrendo com problemas adaptação ao fuso-horário? A mudança de fuso-horário vai definitivamente interferir com seus ritmos normais? O fator sono é o que tem maior importância para o cronotipo. Você pode ajustar os seus hábitos de sono. Programe o seu despertador para tocar cedo pela manhã. Force a si mesmo a levantar da cama. Se você acordar cedo, os seus ritmos se ajustarão de acordo. Quando estiver fazendo estes ajustes, você provavelmente terá problemas para dormir, já que estará indo para a cama mais cedo do que está acostumado. Tente evitar comidas pesadas à noite. Uma refeição pesada durante a noite irá retardar seu sono e o horário no qual acordará. Não espere até a manhã da corrida para tentar isso. Dê a si mesmo o máximo de tempo para adaptar-se ao novo horário. Você também terá que empregar técnicas de fortalecimento mental para ajustar-se mentalmente. Mude sua atitude e ponto de vista a cerca do padrão de sono. Visualize-se como um "pássaro da manhã" e isso tornará a adaptação mais fácil.

Créditos

Run The Planet agradece RunningPlanet.com (www.runningplanet.com) pela permissão de reproduzir o artigo "Chronobiology - Timing your Workout", de Rick Morris. Texto copyright © 2002 por RunningPlanet.com

Posts do Nilson...Existe um método ideal de treinamento para corredores de fundo?

02/03/2013 

Existe um método ideal de treinamento para corredores de fundo?
Sim e não; por quê?

Seguinte, todos os métodos de treinamentos para corredores de fundo e meio-fundo já foram inventados, ou seja, fartlek, intervall-training, cross-training, etc. O grande problema não são os métodos, mas sim a utilização deles no treinamento do atleta.

O treinador, além de ter o conhecimento dos métodos existentes, tem que ter a sensibilidade de reconhecer no seu treinando qual a intensidade e a aplicabilidade correta desses métodos, a hora correta de aplicá-los, como aplicá-los. Não é pegar os métodos e aplicá-los de forma aleatória; por exemplo: Ah, essa semana o atleta vai correr 10km na segunda-feira, na terça-feira ele fará fartlek, depois musculação, etc.

O treinador tem que saber aplicá-los corretamente, baseando-se na individualidade, pois cada ser humano é diferente. O que me revolta são as planilhas de revistas, de assessorias esportivas, academias, que fazem uma receita de bolo e joga pra todo mundo fazer, sem distinção. Por isso que eu sou contra essas planilhas e treinamentos à distância.

O técnico tem que estar presente no dia a dia do atleta, pois quem está de fora é quem consegue enxergar os erros do atleta.

Métodos ideais existem e já foram inventados, mas a aplicabilidade deles que é o "X" da questão. Saber aplicá-los corretamente e no tempo certo, respeitando a individualidade. 


Escrito por Nilson Duarte Monteiro

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Fatos e Fotos da "Corridinha" de Pedreiras..!!

Da esquerda para a direita; Marcio Muniz,,Antonio Delmar,,José Branco,,e EU (Delmir dos Santos) Momentos antes da largada.


Corredores Locais Momentos Antes da Largada.


Galerinha Descontraída antes da largada,,acho que esta turma pegou carona..!! rsrsrs.


Marcio,,Delmar e José Branco Aquecendo,,na verdade nem precisava tamanho era o calor...!!


Marcio deu uma paradinha para umas comprinhas antes da largada...rsrsrsrs.


Dr.Zequinha curtindo a fama antes da largada,,Ao fundo pode-se notar um pouco da paisagem bucólica local..!!


Enfim um dos momentos mais aguardados,,a hora da largada,,ansiedade,,medo e adrenalina tudo misturado..!!


Paisagem bucólica e pitoresca,,não resisti e dei umas boas clicadas,,Morre de inveja Tião Moreira...!!!




 Este cara de Boné na frente do Marcio,,Simplesmente voou no final,,tentamos pega-lo mas não foi desta vez,,e ele nem precisou pegar carona...!!


Nosso Amigo Marcio ja começando a entortar,,o garoto correndo com ele desistiu de pegar uma caroninha,,alias nós o convencemos que não era legal...!!


Finalmente chegamos ao topo da ultima subida,,olha o que tem atras,,é corrida pra gente grande...!!!


O Momento da verdade; Dr. Zequinha dizendo..Eu tentei mas tive que pagar uma carona,,foi só uns 500 metros mas na próxima eu prometo completar CORRENDO..RSRSRSRS...

Infelizmente o meu amigo DELMAR passou mal ao final devido sua intolerância ao calor e uma consequente desidratação e não tenho foto do mesmo correndo,,mas o que posso dizer é que havia algum tempo que eu não sentia tanto prazer em correr quanto tive no ultimo dia 21 de Abril na cidade de Pedreiras,,Uma corridinha simples com um charme de corrida grande..Espero no próximo ano voltar e contribuir para uma boa melhora do evento,,como também espero que o GRUPO DE CORRIDA D2SANTOS  e grande parte dos seus integrantes possam desfrutar de tais momentos..!! E não somente os integrantes do Grupo D2SANTOS mas tos aqueles que tenham a corrida como algo de bom em suas vidas,,porque correr vai um pouco além do ego,,vai um pouco além do exibicionismo gratuito,,correr é uma arte e como dizia o grande LIDIARD; "Uma boa corrida é aquela é aquela que se corre no inicio com a frieza de um cientista e se termina com a emoção de um artista".

Delmir dos Santos.




Uma Pequena Grande Corrida...!!!


 Amigos(as)..

Ha umas 2 semanas atras escrevi um post sobre corridas e bate sacos,,pois bem no ultimo domingo (21 de Abril) para minha grande surpresa fui convidado a participar de uma "CORRIDINHA" em uma cidade do interior do maranhão mais precisamente PEDREIRAS..Se bem que a corridinha por si já é uma pedreira,,mas o clima festivo,,a receptividade da cidade,,o envolvimento das pessoas com o evento faz com que o calor,,a umidade,,as subidas e descidas dos 12 kms sejam apenas parte do contexto..

Me senti como no inicio da minha carreira de atleta profissional quando ainda dava os primeiros passos e as corridas eram chamadas de "CORRIDA RUSTICA" Pra começar a largada na rodovia que da acesso à cidade não tem faixa de largada,,não tem cara emburrada de organizador metido a besta,,não tem frescura de corredor metido a estrela,,tem apenas um clima muito amistoso e uma energia muito positiva de todos e uma certeza; é uma corrida para poucos,,para aqueles que realmente tem a corrida pulsando nas veias,,que o diga meu amigo DELMAR NASCIMENTO,, que foi até as ultimas consequências para chegar,,que o diga meu amigo MARCIO MUNIZ que apesar de não gostar de distancias maiores que 6kms chegou ao final com louvor e com sobras..

O Evento nasceu em comemoração ao aniversario do patriarca da família Carvalho Branco o Dr. Josélio Carvalho Branco,, infortunadamente o Dr. Josélio veio a falecer e um dos seus filhos Kleber Carvalho Branco (O Klebinho) resolveu homenagear o falecido pai dando seguimento a corrida que é realizada todo dia 21 de abril que era o dia do aniversario do Dr, Josélio e do também medico e filho,,e também nosso amigo José Carvalho Branco mais conhecido na cidade como Dr. Zequinha,,a distancia inaugural foi de mais ou menos 20 kms mas foi diminuída para os arrasadores 12 kms percorridos entre o povoado de BOM JESUS E A CIDADE DE PEDREIRAS,,e talvez pela dificuldade do percurso a mesma recebe a denominação de "MARATONA" ..

Saímos de São Luis no sábado pela manhã,,chegamos á cidade por volta do meio dia e fomos desfrutar das belezas e prazeres da cidade,,comemos o famoso piau (Peixe da Região) frito no óleo de coco babaçu á beira do RIO MEARIM..No Domingo pela manhã fomos de carro até o povoado BOM JESUS (exatos 12kms de PEDREIRAS) onde foi dada a largada,,durante o percurso podia se notar pessoas sentadas á porta para ver os LOUCOS passarem,,na entrada da cidade a estatua do poeta local JOÃO DO VALE nos recepcionava de braços abertos e sorrindo,,e um pouco mais adiante a imagem da santinha (que eu não ví) nos dá a sua benção e nem precisava pois a alma ja estava purificada depois de tanta subida..São muitos os ciclistas que acompanham a corrida que ja esta em seu 4º ano de vida e os ciclistas acompanham a corrida para manter o folclore de dar carona aos menos condicionados,,que montam na garupa nos pontos mais difíceis e descem da garupa nas imediações da cidade (no café mamoré) onde começa a descer até a próximo a chegada..

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a beleza natural do percurso,,para uma via rural casas com lagos,,açudes,,palmeiras imperiais faziam da paisagem algo muito diferente das paisagens cinzas e barulhentas da cidade,,apesar do movimento de carros e caminhões na estrada (por ser uma br estadual) ninguem passava buzinando e nem xingando que nem os "cidadãos educados"da capital ludovicense em dias de corrida,,de ponto negativo apenas o horário da largada,,o percurso muito longo,,e o calorzinho bom danado,,mas estes pontos podem e devem ser mudados para uma melhoria e engrandecimento do evento assim como a divulgação também tem que cruzar a fronteira da cidade e chegar a outras cidades inclusive à capital,,apenas para constar foram quase 10 bolas de futebol(oficiais) sorteadas,,20 caramanholas personalizadas (garrafas de hidratação) vários kit's de suplementos e uma bicicleta..outro ponto muito positivo o comprometimento dos corredores e sua educação na entrega dos kit's,,algo que eu só vi em corridas que participei fora do brasil..realmente fiquei impressionado e querendo que o tempo passe voando para chegar o dia 21 de abril de 2014 para novamente estarmos desfrutando da beleza e da hospitalidade da cidade de PEDREIRAS.

Tecnicamente falando tai uma corrida que tem tudo pra fazer historia,,boa estrutura,,bons prêmios ,muitos brindes,,muita simpatia e muita alegria por parte da família que organiza apenas pelo prazer de incentivar a comunidade a praticar a corrida como qualidade de vida,,me prontifiquei a no próximo ano ajudar a organizar e prestar consultoria para que a mesma venha a fazer frente a algumas "corridas grandes" de outras cidades,,pois esta é com certeza uma pequena grande corrida e uma das primeiras providencias para que o evento possa capitar mais participantes é a redução da distancia e relocação da largada pois são tecnicamente inviáveis para uma expansão em termos de participação massiva..

Os pontos positivos como ja foram citados aqui são muitos; Inscrição gratuita , água gelada e muita no percurso,,bastante frutas na chegada,,boa recepção da comunidade,,hotel de boa qualidade,,em suma é uma boa oportunidade de turismo esportivo e de sobra conhecer um pouco dos costumes do interior,,e para quem pensa que o nível técnico é fraco se enganou pois hoje em dia os melhores corredores do estado são do interior...!!!

Delmir dos Santos




sexta-feira, 12 de abril de 2013

Qual sua opinião sobre as competições que são realizadas na parte da manhã? (Posts do Nilson)





Uma das coisas que gosto nos textos do Nilson é que a forma de expressão é muito semelhante à minha; ou seja sem frescuras..!!

Delmir.

26/12/2012 

Qual sua opinião sobre as competições que são realizadas na parte da manhã?

Sou totalmente contrário às competições na parte da manhã.Vamos lá. Passamos no mínimo 6h dormindo, ou seja, em repouso e sem comer. Aí, o organismo sente o maior baque se o colocarmos em movimento intenso poucas horas após acordarmos, mais ainda se o movimento intenso for numa competição.

A parte da manhã é para colocar o corpo em movimento lento até ficarmos totalmente esperto, ou seja, só vamos nos sentir no pique total por volta das 14h em diante. São poucas as pessoas que estão ativas a pleno vapor na parte da manhã, a maioria ainda está sonolenta, em marcha lenta.

Por isso que os grandes atletas treinam fraco pela manhã e forte a tarde, pois o ciclo circadiano da maioria dos mortais, o momento de maior alerta do corpo humano está na parte da tarde, onde a temperatura do corpo atinge o seu máximo.

Não sei se vocês notaram, mas as grandes competições se dão na parte da tarde e começo da noite. Nas Olimpíadas as finais acontecem a tarde ou começo da noite, onde o organismo dos atletas estão a todo vapor.

Esse ano acabaram de detonar com a São Silvestre. No começo dos anos de 1980 aumentaram o percurso, depois tiraram a prova da parte da noite e passaram para a tarde, até aí tudo bem. Mas agora resolveram, ou melhor, a Globo resolveu, que a prova deva ser na parte da manhã. Pronto, é o começo do fim da tradicional São Silvestre.

Daqui a alguns anos, posso estar errado, a São Silvestre vai se tornar uma corrida só para se divertir e não para competir de verdade.


Escrito por Nilson Duarte Monteiro 

DOPING, a ajuda que destrói.(Posts do Nilson)


 Amigos(as)..

Antes que alguém venha comentar alguma bobagem quero esclarecer que os posts do meu camarada Nilson Duarte Monteiro técnico de atletismo em Brasilia foram devidamente autorizados pelo mesmo..E eu os estou publicando por acha-los de extrema importância didática e técnica..

Delmir dos Santos.

09/03/2013 

DOPING, a ajuda que destrói.

Nos esportes, como na vida, muitos atletas preferem o caminho mais fácil para alcançar o sucesso. Nesse caso, recorrem à ajuda das substâncias proibidas.
O único mérito que esses atletas poderão carregar para o resto da vida é que tiveram que treinar duro para alcançar o tão almejado sucesso, mesmo com a ajuda das drogas. 

Não pensem que é só tomar substâncias proibidas e achar que será um campeão. É preciso treinar duro para essas “porcarias” fazerem o efeito desejado. Outro ponto que podem se orgulhar: é preciso ter talento. O que adianta o “Nilson” se dopar, treinar duro, se não tem talento? Muitos atletas não se dão conta disso. Não chegam onde querem e, ainda por cima, acabam com a saúde.

O doping não é uma ocorrência iniciada há algumas décadas, essa praga vem desde sempre. É uma forma de se alcançar status e sucesso perante a sociedade. Existem várias razões que levam um atleta ao uso de substâncias proibidas, que vão desde a desinformação, passando pela falta de atenção médica especializada, até o consentimento visando interesses econômicos pessoais, cobrança de patrocinadores, vaidade, idade, etc.
Quando o presidente do COI diz que o combate ao doping é uma batalha perdida, ele não está de todo errado. Concordo plenamente. Em tudo na vida há competição e, na maioria das vezes, ela se dá de forma ilícita, seja no trabalho, nos esporte, até nas brincadeiras das crianças. Todo mundo quer burlar as regras de alguma forma, por mais inocente que seja.

Vamos voltar ao doping. Na primeira Olimpíada Moderna, as formas de dopagem eram rudimentares se comparadas com as atuais. Os atletas tomavam estricnina. Outros, vinho em plena maratona. Porém, o primeiro caso detectado em nível laboratorial foi o do ciclista Kurt Jansen, que morreu durante uma prova de estrada nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960. Outro caso foi o do ciclista inglês Tom Simpson, que morreu em 1967, vítima de infarto agudo do miocárdio durante a prova “Mont Ventoux”, na França. Nessas duas ocorrências, a necropsia encontrou substâncias estimulantes do tipo anfetaminas. Foi depois desses acontecimentos que se iniciou o controle antidoping nas competições internacionais e olímpicas. O primeiro controle antidoping aconteceu nos Jogos Olímpicos de 1968, no México.

Os anos 70 falou-se muito em transfusões de sangue entre os corredores de fundo. Atletas retiravam o próprio sangue e o guardavam para ser infetado ás vésperas das competições. Hoje, além da eritropoetina (EPO), a mais nova modalidade de doping é o vampirismo. Atletas de talento estão levando consigo doadores do mesmo grupo sanguíneo para passarem uma temporada treinando em altitudes. Quando voltam para competir, realizam transfusões entre si, evitando, com isso, um flagra nos exames antidoping.
Há alguns anos atrás tivemos o escândalo do Laboratório norte-americano BALCO, que criou a tetrahidrogestrinona (THG). Pois bem, dizem que foi um caso localizado, restrito a uma região dos Estados Unidos, ou seja, apenas atletas que treinam e são abastecidos por esse laboratório. Quem garante?

Há muitos anos venho dizendo que não acredito em alguns recordes mundiais, tanto no feminino quanto no masculino. Por vários motivos, poderia até parafrasear a máxima dos anos 60: “sex, drugs and rock & roll”. Mas, no caso do esporte, seria: “sex, drugs and money”.
Vejamos os recordes femininos: 100m e 200m femininos quebrados pela Flo-Jo. Temos, até hoje, uma desconfiança de que foram de forma ilícita (na época o nosso Joaquim Cruz foi execrado pela imprensa norte-americana por declarar a sua desconfiança). O dos 400m e 800m são de atletas da antiga cortina-de-ferro (depois da queda do muro, descobriu-se o programa de doping daqueles países); 1.500m, 5.000m e 10.000m são das chinesas e corredores do mesmo técnico que está banido do esporte por suspeita de dopar suas atletas.

 Nas provas de arremesso (as que mais apontam incidência de casos de doping) não preciso nem comentar. Na maratona, um caso a ser estudado: a própria atleta que quebrou o recorde solicitou que colhessem amostras de seu sangue e urina para serem testados daqui a alguns anos para que não pairem dúvidas quanto à lisura de sua marca.
Nas provas masculinas, minhas suspeitas também são muitas. Na prova dos 100m, em 1988, o canadense Bem Johnson marcou 9s79 e vimos que foi à base de esteróides anabolizantes. Onze anos depois essa marca foi igualada pelo norte-americano Maurice Greene e superada pelo seu compatriota Tim Montgomery, com 9s78, cliente da Balco. Nos 200m, temos os 19s19 de Usain Bolt. Um atleta que participou daquela prova declarou: “Deus baixou nesse cara”.

Apresento um fato que vem reforçar minha desconfiança. Veja o caso do arremessador C. J. Hunter. Ele alegava que foi procurado por dirigentes da IAAF para simular uma contusão para não ser pego nos exames antidoping. Em quem acreditar? Os interesses financeiros são enormes. Na época ele era casado com a Marion Jones, princesa das pistas, tremenda fábrica de dinheiro, não só para ela, como para os mais diversos segmentos: patrocinador, managers, organizadores de meetings e assim por diante. Quem, na época, iria querer ver a imagem dela associada a um dopado? Anos depois a mesma Marion confessou que era usuária de doping. 

Aqui no Brasil temos histórias de atletas que foram flagrados nos exames e que juraram inocência, alegações das mais diversas. Teve atleta que alegou que foi contaminado porque comeu uma feijoada na véspera da competição. Das duas uma, ou ele pensa que somos imbecis, ou estava tão confiante da vitória que não se importou em se alimentar com uma comida totalmente inadequada para uma véspera de competição.

Outro lado que me deixa cético com o combate ao doping é o controle “out of competition”. É fato público que nos controles fora de competição, que deveriam ser uma operação sigilosa, o atleta deveria ser pego de surpresa no treinamento, em casa, onde ele estivesse, para serem colhidas as amostras para o controle. Isso não ocorre. Não só no Brasil, como no mundo todo. A maioria fica sabendo com antecedência quando haverá o tão falado teste surpresa. Onde está a surpresa, pois a lista dos atletas que seriam testados foi mostrada para o primeiro da lista? Tanto, que foi preciso uma caçada humana para testar alguns deles.
Um médico brasileiro declarou, numa TV por assinatura: “Nossos atletas não estão na elite mundial por não serem devidamente trabalhados quimicamente. Já que outros países fazem o dever de casa direito, por que deixar os nossos atletas se doparem em fundo de quintal correndo risco de vida? Vamos fazer a coisa cientificamente”.

É por causa dessas histórias que acredito que o combate ao doping é uma guerra perdida. A não ser que todos nós tenhamos uma crise de consciência e acabemos com essa praga, mas aí é acreditar em história da carochinha. O esporte se transformou num negócio extremamente lucrativo e vale qualquer coisa para se ganhar dinheiro, muito dinheiro. Mas, infelizmente, a um custo muito alto: as vidas dos atletas.
Prefiro ver os atletas brasileiros perdedores com saúde, do que campeões que futuramente serão doentes por causa das drogas.

Escrito por Nilson Duarte Monteiro